Coloque Um Disco Pra Tocar

Qual disco você não se cansa de colocar pra tocar na vitrola, no CD player ou na sua plataforma virtual? Por que ele é assim tão importante pra você? Como esse disco chegou nas suas mãos ou aos seus ouvidos? Na sua opinião qual é a melhor faixa? Neste post quem coloca um disco pra tocar é o escritor Guilherme Bryan.

“O primeiro disco do Secos & Molhados. Não consigo precisar quando o ouvi pela primeira vez. É como se ele sempre tivesse feito parte da minha vida. Sei todas as faixas decoradas. Ali há grandes clássicos como Sangue Latino, O Vira, Rosa de Hiroshima, Fala… Por ser um disco muito marcante na minha infância, eu escolho O Vira.”

 

Secos & Molhados é o álbum de estreia do grupo homônimo, lançado em 1973. Unindo a poesia de autores como Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e João Apolinário, pai do idealizador do grupo João Ricardo, com danças e canções do folclore português e de tradições brasileiras, traz as músicas mais famosas do trio, tais como “Sangue Latino”, “O Vira”, “Assim Assado” e “Rosa de Hiroshima”. O disco, assim como a própria banda, surgiu em meio a um tempo de censura e Ditadura Militar no Brasil, ao que também retrata a liberdade de expressão, o racismo e as guerras. Um fenômeno de vendas para a época, é o LP mais famoso dos Secos e Molhados, aquele que os projetou no cenário nacional e vendeu mais de 1 milhão de cópias pelo país (mais de 1500 só na primeira semana).[1]

O disco inovou o estilo musical da música popular brasileira com um som mais pesado que o usual e com o uso de maquiagem forte na capa, que remete ao glam rock, e desenvolveu gêneros como o pop psicodélico e o folk. Este trabalho levou o grupo a se inscrever numa categoria privilegiada entre as bandas e músicos que levaram o Brasil da bossa nova à Tropicália e então para o rock brasileiro, um estilo que só floresceu expressivamente nos anos 80. Além de receber certificação de disco de platina em 1997 da ABPD pelo relançamento em CD, o quinto lugar na Lista dos 100 maiores discos da música brasileira da Rolling Stone Brasil em 2007 e a 97.ª posição no “Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative – Rock Iberoamericano” da Al Borde de 2008 provam que o disco continua a ser popular e criticamente admirado nos dias de hoje.

O primeiro álbum do Secos & Molhados foi lançado em 1973 e, por um conjunto de fatores, se tornou um dos discos mais vendidos. (Wikipédia)

Guilherme Bryan é jornalista e lançou dois livros: “Quem Tem Um Sonho Não Dança” (Record) e “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira” (Dash) em parceria com  Vincent Vilari. Seu trabalho mais recente é a série “Os anos 80 estão de volta” para o Canal Viva.

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