Até Björk já sofreu do mal machismo

Primeiramente gostaria de expressar para todo mundo o meu profundo amor sobre o hit do momento: Feminismo. Nunca se falou tanto nesse infame assunto como se tem abordado recentemente, e, sempre é bom bater na tecla e ser repetitiva quanto a essa questão que tanto me revolta.

Em segundo lugar, estou escutando Medulla, álbum da singular Björk. E esse texto é sobre ela.

A cantora sempre aparece nos tabloides devido ao seu estilo peculiar e suas pesquisas inovadoras, sendo uma delas relacionar a música com a natureza e usar um vestido de ganso durante uma premiação de cinema. Recentemente, Björk foi para Sidney, na Australia, inaugurar sua mais nova novidade: Uma exposição de realidade aumentada para os vídeos do seu último álbum lançado, Vulnicura (literalmente foi uma cura após a separação com seu marido) e ela não pôde se calar diante do assunto mais falado: Machismo.

“É um clube dos meninos”, a islandesa se refere a indústria musical, ela nos diz quão afortunata ela é nesse meio. “O fato de eu ser mulher e poder fazer o que eu quero é uma exclusividade, eu tenho muita sorte. Mas passei por alguns sufocos… O jornalismo musical (SIC) é muito machista, é como se fosse um clube reservado para meninos que gostam de música… O que acaba sendo coisa de homem”

Ela não para por aí e diz que o cinema é ainda pior e por isso não persuadiu a carreira cinematográfica ao trabalhar com Lars Von Trier “Eu não conseguia acreditar o que é ser uma atriz. O modo como elas são tratadas é um pesadelo e piora quando elas vão evelhecendo. Homens podem envelhecer, mulheres não”

Tá aí uma verdade, nos filmes um homem mais velho é um homem experiente e bem sucedido. Já as mulhere são apenas… mulheres. A boa notícia é estamos cansadas e chegando cada vez mais perto da igualdade. Como por exemplo, a Robin Wright que recentemente conseguiu que seu salário fosse igual ao seu colega de trabalho, Kevin Spacey. Os dois atuam no seriado House of Cards e ambos personagens tem a mesma importância na trama, porém a personagem de Wright ganhou mais popularidade e nada mais justo do que os salários iguais, não é mesmo?

Voltando ao assunto importante, infelizmente a exposição da Björk não irá passar pelo Brasil, mas a boa notícia é que a inerente cantora já superou as mágoas passadas e está preparando um novo álbum, só não se sabe quando. Vale lembrar que a Björk é a chefona, segundo a gravadora Triangle Records: é ela quem produz, é ela quem compõe, são suas visões e seu estilo e é ela quem manda na bagaça toda.

Girl Power rules!

Um comentário em “Até Björk já sofreu do mal machismo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *